
Começo este blog ao som de Andy Timmons em um vídeo para o Japão provavelmente (já que as legendas estão em Japonês), demonstrando seus timbres usando uma Ibanez em um (um não, vários) Mesa Boogie... Enfim, sonho de consumo deste guitarrista que vos fala.
Mas não é sobre guitarras, amplificadores ou equipamentos dos meus sonhos que vou falar hoje, quero falar sobre outro assunto que me preocupou muito e foi um dos que mais me motivou a ter um blog – mentira! Quero é ganhar dinheiro com propagandas, por isso, clique aí nas propagandas!! Hahahaha
Voltando a falar sério...
Ultimamente as coisas a minha volta estão loucamente diferentes. Em todos os sentidos. Ontem mesmo conversava com meu amigo e companheiro de trabalho sobre o ano de 2010, foi – ou está sendo né, visto que o ano ainda não acabou - certamente um ano de conquistas pra mim, mas DEFINITIVAMENTE está sendo também o ano mais difícil de todos! Crises pessoais, familiares, financeiras, espirituais... Meu Deus!
Antes de falar mais sobre isso, quero professar aqui a minha fé – se não curte esse papo, não precisa fechar a aba do seu Firefox/Chrome, é só pular para o próximo parágrafo! E se não utiliza Firefox/Chrome VÁ AGORA MESMO BAIXAR UM DOS DOIS. Voltando ao assunto lá da Fé, sou Cristão/Evangélico/Protestante e muito Louco. Sim, louco porque sou “crente” mas discordo de 80% das coisas que acontecem dentro da igreja. Não me considero melhor nem pior “crente” do que ninguém, mas hoje consigo conviver em um ambiente no qual eu discordo de muita coisa, mas consigo ao mesmo tempo tirar o que eu preciso espiritualmente falando... Provavelmente vamos ter oportunidades de falar mais sobre os meus questionamentos, dúvidas e revoltas contra esse sistema falido que é, hoje, a igreja evangélica – ou sua maioria – no Brasil.
Sobre o assunto central, pensei, procurei várias imagens para ilustrar esse post de hoje. Inicialmente pensei em sempre colocar capas de álbuns para ilustrar os posts, depois desisti pois algum dia pode ser que não consiga achar a capa que fale o que eu falo no post.
Enfim, depois de revirar voltei ao óbvio... The Dark Side of the Moon – Pink Floyd. Sim, nada poderia ser mais óbvio para conflitos internos, e dúvidas sobre pontos cruciais da vida do que o clássico absoluto de uma das melhores bandas de todos os tempos. Poderia simplesmente pegar algum review das letras do álbum e postar aqui que certamente seria o meu post prontinho mas vou falar um pouco ....
Estou totalmente perplexo com algumas coisas que passei a observar. A pouco tempo passei por uma dolorida separação dos meus pais, não dolorida no sentido de eu não querer que acontecesse, eu queria MUITO que acontecesse... Mas a forma que foi, tudo o que precisou ser dito, escutado, sentido física e psicologicamente, foi muito doloroso. Em alguns momentos por eu precisar segurar as pontas como se fosse de pedra, em outros por não acreditar no que acontecia diante dos meus olhos. Por fim, o que eu já passava por muito tempo mas sempre procurava resgatar foi declarado morto definitivamente: a minha (inexistente) relação com meu pai. Acho que, por mais que ela não existisse há tempos – será que um dia existiu? – doeu demais olhar para tudo o que estava acontecendo e declarar “é... realmente não tenho um pai que preste ou em quem eu possa confiar, em termos de figura paterna é Deus e só”.
Mas o que parecia que seria o início da tranquilidade parece ser o início do desconhecido... As atitudes tomadas pelos dois após o término do relacionamento é algo espantoso... Tá certo que eles querem viver a vida – e tem esse direito – mas, pelo amor de Deus, precisa virar adolescente? Precisam ter atitudes totalmente imaturas e infantis?
Estou vendo valores, que eram ferrenhamente defendidos outrora, sendo desmentidos, vejo outros valores assumindo o lugar, mas não variações dos valores anteriores, são valores totalmente opostos e que vão contra totalmente aos antigos... (Acho que ficou meio difícil de entender isso, mas não vou explicar demais senão complica)
Aí dou uma passada por uma das minhas contas em redes sociais e vejo pessoas que a pouco tempo atrás eram do meu convívio e que hoje também estão na mesma situação... Elas tiveram as mesmas oportunidades que eu, as vezes até mais, no entanto estão aí entregues a caminhos opostos, fazendo exatamente o que “pregavam” ser errado a não muito tempo atrás.
Eu estou louco? O “cerumano” é louco? O que está havendo? Ou como disse o Fruto Sagrado (título do Post): Será que estamos virando robôs e não estamos bem programados?
Imagino que todos nós somos como esse prisma da capa do Pink Floyd. Recebemos inúmeras informações, inspirações, ideologias, e transparecemos o que nos faz bem, ou o que nos impulsiona a prosseguir na vida. Mas quero acreditar sinceramente que somos donos da decisão de deixar, ou não, passar por este prisma algo que recebemos, mas não concordamos ou não queremos passar a frente. E por fim quero acreditar que carregamos valores de vida do início ao final, mudamos de opinião sim, mas não somos hipócritas nem contraditórios por simples pirraça ou loucura momentânea. Até porque, tudo o que passa pelo prisma atinge algo ou alguém que amamos e que talvez podemos estar afastando de nós mesmo por causa da nossa incoerência. Que o lado de lá, o lado negro, onde estão as informações sem passar pelo nosso crivo e nosso filtro, seja o que mais apareça, e não o que nitidamente está enlouquecendo por causa das circunstâncias que encontramos no dia a dia.
Por fim, utilizo de uma das mais bonitas frases que já ouvi...
…I'll see you on the dark side of the moon!
Termino ao som de Carry On – Angra. Muito a ver com o que eu falei também... Abraços!
A dor só doí em nos...
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