terça-feira, 22 de março de 2011

Trapped inside this Octavarium (ad infinitum)




Tô vivo...

Sim...

E de volta... rs

Vou dividir as postagens em duas partes a partir de hoje, sempre falando algo que tá em mente, e na segunda seção levando vocês a um "diário de bordo" da gravação do meu CD "Thoughts, Emotions and Words"... Se quer apenas saber do CD pule lá pra baixo que agora vai começar a seção pensamentos, emoções e palavras... Peraí... ah, esquece... rs

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Ser "gente grande" é esquisito e complicado demais viu... a exatos 18 dias atrás eu estava completando 23 anos de idade, com cara de 36, cabeça de 52 (no sentido de cansaço, não de experiência...). E quanta coisa eu já vivi e estou vivendo... É meio que uma roda gigante (pegando carona no Rosa de Saron), ou melhor, um Octavarium (pegando carona no Dream Theater) no qual estou preso e não saio dele de forma alguma...

Vivo em círculos indo e vindo, quase sempre pela mesma trilha, mesmos erros, mesmos arrependimentos, mesmos "se isso, se aquilo", mesmas coisas simples trazendo alegrias, enfim...

A luta diária é para tentar mudar um pouco este ciclo, principalmente a parte que se refere aos erros... Um pouco aqui, um pouco ali e já conseguimos nos desviar daquilo que vem só para nos denegrir e levar aos mesmos arrependimentos de outrora. Mas vem cá... Alguém consegue fazer algo assim, com êxito, de uma hora pra outra? Na teoria é fácil, falar é realmente muito fácil... Mas converter uma personalidade que é totalmente suscetível ao erro, em outra que se desvia do mal é algo quase que impossível às forças humanas.

Principalmente quando o seu cotidiano te leva justamente ao lado oposto de uma atitude de mudança.... O homem é movido quase sempre por emoções, mas por outro lado é também muito maleável, convencível. Tudo isto em um liquidificador imaginário, que é o que forma nossas personalidades, acaba virando uma bagunça só e chega a ser cômico se for visto de forma racional e fora do contexto de emoções e experiências vividas pelo sujeito em questão.

Ou vai falar que não é uma bagunça total: uma pessoa erra, sente uma dor imensa no seu espírito, o arrependimento gera outra dor, esta pior do que a dor da conseqüência do erro. Daí o sujeito vez ou outra consegue o perdão.

Se o perdão é um "beleza, tá de boa, mas você lá e eu aqui, tú não me deve mas também não tem mais crédito", o sujeito vive pra sempre (ou seja, sempre que lembrar) com a idéia "Se não errasse, como seria? Que oportunidades teria? Que dádivas receberia?"

Mas se o perdão é regenerativo, ou seja, traz de volta a relação (seja ela qual for amorosa/familiar/amizade/profissional) ao ponto anterior ao erro, o sujeito passa por um período de afirmação - sem hipocrisia, o ser humano não consegue perdoar e simplesmente esquecer, isto é uma característica Divina, não humana, leva um tempo em que a dúvida sempre vai estar ali, a diferença é que alguns acabam cedendo a ela e não perdoando de verdade, outros a vencem e experimentam o perdão verdadeiro. Mas voltando, depois do período de afirmação o bacana volta a gozar da perfeita plenitude do relacionamento e o que ele faz? MERDA, de novo...

Se isto não é uma bagunça completa, e até cômica, não sei o que é.

E aí? Desistir e continuar fazendo merdas até que a vida se torne um imenso aterro sanitário? Quem poderá nos defender?

(Eu! [música] pam pam pam pam pam paaam pararam paaam... paam pampam pam pampam pam pam paaaam [/música] o Chapolin Colorado! Não contavam com minha astúcia!)

Fora a brincadeira, é sério demais isso...

Na verdade a questão do aterro não é a saída, ao meu ver, mais aconselhável, e sim a mais covarde.

Fato é que nossos amigos têm muita influência sobre nós, o que pensamos, fazemos, e até mesmo na forma de falar (um amigo/irmão meu me disse esses dias que eu tô até falando igual a outro amigo/irmão), então por que não usar esta "arma"?

Daí chego em um ponto que pode ser discutível para alguns, mas é verdade absoluta na minha vida: Meu melhor amigo é Jesus. Só nEle eu encontro tranquilidade e "norte" para tomar atitudes e força para permanecer na mudança e não cair novamente no ciclo vicioso do erro.

Por fim, mudou alguma coisa na temática do Octavarium? Nada. Mas com um certo cuidado e ajuda, balançamos o tempo todo no reluzente fio da navalha...

"We move in circles
Balanced all the while
On a gleaming razor's edge

A perfect sphere
Colliding with our fate
This story ends where it began"

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Diário de Bordo "Thoughts, Emotions and Words": EP01

Esse provavelmente será o ep onde eu mais vou falar... ou não... @clebermachado

Enfim, apresento a vocês (a alguns não é uma apresentação, e sim uma volta a ativa) o meu projeto musical "Verticale Visie" - Visão Vertical em Holandês [WTF em holandês? sei lá, Papai quis...]

Este projeto começou em 2006, basicamente como "sobra de idéias" da minha banda, o Chazown, que optou por uma roupagem mais acessível e acabou por reformulando várias das minhas músicas e "desprezando" várias das minhas idéias...

Líricamente falando, o VV é fruto de um período bem parecido com o atual (isso me diz que eu deveria ter lançado este primeiro CD a um tempo e aproveitar melhor esta fase atual para compor um segundo... mas enfim... God knows), de experiências, questionamentos, nervos à flor da pele...

O primeiro CD, chamado "Thoughts, Emotions and Words" está pronto a um bocado... acho desde 2007. Mas por vontade de Deus até hoje não havia entrado "em produção". No final das contas foi tudo perfeito, como sempre é a vontade de Deus. Algumas músicas entraram, outras saíram, outras mudaram de lugar, e outras foram amadurecidas... Mas no fim a idéia continuou a mesma, a essência tá alí.

Enfim, como trata-se de um diário de bordo, vou falar agora em que ponto estamos...

Gravadas já as baterias das duas primeiras músicas...

Gravados e revisados os teclados e arranjos de cordas das três primeiras músicas...

Gravados os baixos das duas primeiras músicas...

Gravadas as guitarras da primeira música...

Gravados os violões da primeira e terceira música...

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Para vocês não ficarem perdidos, mais pra frente eu vou colocando mais detalhes, quantas músicas, nome das músicas, e mais...

Por agora, acho que é só, só para dar um gostinho, talvez quando eu terminar o meu próximo passo que é revisar as guitarras da primeira música eu posto aqui um pedaço... Vou ver se crio um twitter também pra postar coisas lá com mais dinamismo...

Um abraço e até o nosso próximo capítulo!