
Tô vivo...
Sim...
E de volta... rs
Vou dividir as postagens em duas partes a partir de hoje, sempre falando algo que tá em mente, e na segunda seção levando vocês a um "diário de bordo" da gravação do meu CD "Thoughts, Emotions and Words"... Se quer apenas saber do CD pule lá pra baixo que agora vai começar a seção pensamentos, emoções e palavras... Peraí... ah, esquece... rs
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Ser "gente grande" é esquisito e complicado demais viu... a exatos 18 dias atrás eu estava completando 23 anos de idade, com cara de 36, cabeça de 52 (no sentido de cansaço, não de experiência...). E quanta coisa eu já vivi e estou vivendo... É meio que uma roda gigante (pegando carona no Rosa de Saron), ou melhor, um Octavarium (pegando carona no Dream Theater) no qual estou preso e não saio dele de forma alguma...
Vivo em círculos indo e vindo, quase sempre pela mesma trilha, mesmos erros, mesmos arrependimentos, mesmos "se isso, se aquilo", mesmas coisas simples trazendo alegrias, enfim...
A luta diária é para tentar mudar um pouco este ciclo, principalmente a parte que se refere aos erros... Um pouco aqui, um pouco ali e já conseguimos nos desviar daquilo que vem só para nos denegrir e levar aos mesmos arrependimentos de outrora. Mas vem cá... Alguém consegue fazer algo assim, com êxito, de uma hora pra outra? Na teoria é fácil, falar é realmente muito fácil... Mas converter uma personalidade que é totalmente suscetível ao erro, em outra que se desvia do mal é algo quase que impossível às forças humanas.
Principalmente quando o seu cotidiano te leva justamente ao lado oposto de uma atitude de mudança.... O homem é movido quase sempre por emoções, mas por outro lado é também muito maleável, convencível. Tudo isto em um liquidificador imaginário, que é o que forma nossas personalidades, acaba virando uma bagunça só e chega a ser cômico se for visto de forma racional e fora do contexto de emoções e experiências vividas pelo sujeito em questão.
Ou vai falar que não é uma bagunça total: uma pessoa erra, sente uma dor imensa no seu espírito, o arrependimento gera outra dor, esta pior do que a dor da conseqüência do erro. Daí o sujeito vez ou outra consegue o perdão.
Se o perdão é um "beleza, tá de boa, mas você lá e eu aqui, tú não me deve mas também não tem mais crédito", o sujeito vive pra sempre (ou seja, sempre que lembrar) com a idéia "Se não errasse, como seria? Que oportunidades teria? Que dádivas receberia?"
Mas se o perdão é regenerativo, ou seja, traz de volta a relação (seja ela qual for amorosa/familiar/amizade/profissional) ao ponto anterior ao erro, o sujeito passa por um período de afirmação - sem hipocrisia, o ser humano não consegue perdoar e simplesmente esquecer, isto é uma característica Divina, não humana, leva um tempo em que a dúvida sempre vai estar ali, a diferença é que alguns acabam cedendo a ela e não perdoando de verdade, outros a vencem e experimentam o perdão verdadeiro. Mas voltando, depois do período de afirmação o bacana volta a gozar da perfeita plenitude do relacionamento e o que ele faz? MERDA, de novo...
Se isto não é uma bagunça completa, e até cômica, não sei o que é.
E aí? Desistir e continuar fazendo merdas até que a vida se torne um imenso aterro sanitário? Quem poderá nos defender?
(Eu! [música] pam pam pam pam pam paaam pararam paaam... paam pampam pam pampam pam pam paaaam [/música] o Chapolin Colorado! Não contavam com minha astúcia!)
Fora a brincadeira, é sério demais isso...
Na verdade a questão do aterro não é a saída, ao meu ver, mais aconselhável, e sim a mais covarde.
Fato é que nossos amigos têm muita influência sobre nós, o que pensamos, fazemos, e até mesmo na forma de falar (um amigo/irmão meu me disse esses dias que eu tô até falando igual a outro amigo/irmão), então por que não usar esta "arma"?
Daí chego em um ponto que pode ser discutível para alguns, mas é verdade absoluta na minha vida: Meu melhor amigo é Jesus. Só nEle eu encontro tranquilidade e "norte" para tomar atitudes e força para permanecer na mudança e não cair novamente no ciclo vicioso do erro.
Por fim, mudou alguma coisa na temática do Octavarium? Nada. Mas com um certo cuidado e ajuda, balançamos o tempo todo no reluzente fio da navalha...