terça-feira, 9 de agosto de 2011

So forever hold the dreams within our hearts...


E aí pessoal!

Antes de qualquer coisa, fiquei de certa forma espantado com o número de pessoas que me perguntaram: “E seu blog? Vai escrever mais não?”

Legal saber que vocês acham qualquer conteúdo interessante aqui... Só que, poxa, não custa nada deixar um comentário aí né? Eu fico aqui pensando que ninguém leu, ou ninguém gostou, ou sei lá... rs

De início a vontade era mesmo de atualizar toda semana, depois eu esqueci, depois quando lembrava não tinha assunto que julgava interessante, enfim...

Mas não se trata de abandono, apenas de bom aproveitamento de boas idéias e valorização da atenção de vocês, afinal, postar qualquer coisa só pra cumprir um intervalo entre um post e outro é julgar que vocês são “idiotas” ao ponto de não ter mais o que fazer... rs

Mas enfim, como anda a vida? A minha vai bem, graças a Deus... depois de muito tempo resolvi alguns problemas que me perseguiam a tempos, depois de muito tempo começo a me livrar de umas dívidas que insistiam em persistir e aos poucos vou me levantando do terremoto que foi a minha vida desde 2007!

Sim, 2007 aconteceu o terremoto TENSO na minha vida que mudou completamente tudo, pra melhor graças a Deus, mas foi uma mudança complexa que envolveu diversos erros, alguns tentando levantar mais rápido que podia, outros por pura falta de atenção aos detalhes... Mas hoje, 2011, posso dizer que começo a me levantar e me reerguer mais forte e mais ciente dos caminhos que quero tomar.

Mais ou menos sobre isso que quero falar...

Como é complicado decidir que caminhos tomar... Como é complicado lutar por sonhos!

Depois de muito tempo, ver minha banda ensaiar é uma alegria, mas fica aquela pontinha de dúvida, incerteza: “Algum dia isso vai rolar ‘ao vivo’?”

Estou em um ponto que minhas frustrações musicais estão no ápice, e isso envolve muita coisa, desde falta de administração decente do meu tempo até frustração com pessoas que estiveram caminhando comigo e hoje não estão mais.

Dias atrás encontrei com um cara que eu fiz de tudo pra ser amigo, pra estar “na turma” de confiança dele, por algum motivo nos distanciamos, aconteceu com ele o mesmo que aconteceu comigo (casamento, filhos), e perdemos contato... O facebook tratou de colocar eu e ele em contato novamente, mesmo que, again!, eu só que mandava mensagem, comentava aqui, ali... aí encontro esse cara na rua, sentado no passeio. De cara nem o vi, mas ele me gritou “Ta com pressa hein Dannylo?”, olhei no retrovisor e quem era? Ele! Acenei e continuei meu caminho, mas antes que chegasse no fim do quarteirão eu tive que voltar – e olha que eu estava realmente com pressa e atrasado! – voltei, e conversei por 5 minutos com ele. A tristeza foi enorme por 2 motivos, primeiro que pô, meu assunto com ele foi só música, perguntar do filho dele e como ele estava... Segundo, na verdade nem sei se posso dizer se foi tristeza ou frustração esse segundo sentimento: ele tava com um cigarro na boca e tal... Se eu quero pra mim? Não. Se eu julgo quem quer? Não. Mas ESSE cara especificamente eu queria que não tivesse isso na vida dele. Lá estava ele, em um sábado, sentado em um passeio na rua, conversando com um amigo/colega/seilá, fumando um cigarro e meio que deixando o tempo passar... A tristeza surgiu do rápido momento em que passou pela minha cabeça que não era essa imagem que eu tinha projetado lá atrás, quando o conheci através de outro amigo sumido, quando passamos a noite em claro comendo pizza e tocando no porão de casa, definitivamente não era essa a visão que eu tinha.

Naquela época eu já havia entendido que ele tinha outros direcionamentos musicais, diferentes dos meus, ok, mas isso não nos impedia de sermos amigos e compartilharmos experiências, cada um na sua realidade. E vale a pena ressaltar que ele foi um dos que mais me ajudou e incentivou especificamente em uma música minha “Everything to Me”. Ele dizia “E essa música do violão cara, que sentimento, vai ser bacana demais quando isso tiver pronto, gravado”.

Sonhos... Projeções que fazemos para o futuro e nem sempre, quando esse futuro chega, nos lembramos se realmente foi como planejamos, como queríamos lá atrás. Quando é melhor, ótimo! Quando é pior, bate aquela tristeza forte, sensação de incapacidade e impotência em fazer o sonho virar realidade.

Eu tenho ainda muitos sonhos, muitos mesmo... Hoje eu pretendo fazer uma certa homenagem a alguns amigos meus que, por diversos motivos, estão sumidos da minha vida. Chegando em casa vou gravar uma música que escrevemos/tocamos juntos há muito tempo atrás. Espero que dê certo, espero que eles gostem, espero que eles se lembrem, assim como eu me lembro de cada momento cômico daquela época.

Minhas músicas estão aqui, ressoando na minha cabeça e pulsando no meu coração, pedindo para sair e alcançar os ouvidos, mentes e corações de diversas pessoas que estão ao meu redor e algumas que eu nem conheço. Espero que algum dia elas tenham essa liberdade de ecoar sem barreiras... Estou trabalhando para isso.

O meu sonho, eu confiei a Deus e peço-O todos os dias para que ele estenda a Sua mão e abençoe a mim para percorrer esse caminho que me leva à concretização deles. Se eu não conseguir, vai ser por pura falha minha, não dEle.

Se servir de alento pra você que está lendo, eu estou correndo atrás dos meus sonhos, corra você também, e procure pessoas que sonham como você sonha: Sem limites, sem desistência. Fuja das pessoas que desistem dos seus sonhos, mas lute por aquelas que você quer junto a você.


Para o meu amigo, o citado acima, vai esse trecho:

Did they get you to trade

Your heroes for ghosts?

Hot ashes for trees?

Hot air for a cool breeze?

Cold comfort for change?

Did you exchange

A walk on part in the war

For a lead role in a cage?

How I wish, how I wish you were here

We're just two lost souls

Swimming in a fish bowl,

Year after year,

Running over the same old ground.

What have we found?

The same old fears

Wish you were here

--------------------------------------------------------

Diário de Bordo "Thoughts, Emotions and Words": EP02

Vocês acharam que eu havia parado né? Rs

Nada!

3 músicas estão praticamente prontas:

Overture: Only Thoughts Pt. 1

Midnight

Everything to Me

A 4ª está 80% pronta:

Try again

A 5ª 40%:

Only Thoughts Pt. 2

E daí pra frente estamos a 10%, rs... A saber:

Home

Father

Everything to Me: Reprise

Lembrando que os títulos são provisórios e podem mudar...


Agora, para quem perguntou, aí está, links para que vocês ouçam e postem opiniões! (Clique no nome da música para ouvir)


OVERTURE: ONLY THOUGHTS PT. 1

EVERYTHING TO ME

Pra terminar o post, um trecho de A Change of Seasons, que fala bem sobre essa questão dos sonhos, projeções, frustrações...

I remember a time

My frail, virgin mind

watched the crimson sunrise

Imagined what it might find.

Abraços!

terça-feira, 22 de março de 2011

Trapped inside this Octavarium (ad infinitum)




Tô vivo...

Sim...

E de volta... rs

Vou dividir as postagens em duas partes a partir de hoje, sempre falando algo que tá em mente, e na segunda seção levando vocês a um "diário de bordo" da gravação do meu CD "Thoughts, Emotions and Words"... Se quer apenas saber do CD pule lá pra baixo que agora vai começar a seção pensamentos, emoções e palavras... Peraí... ah, esquece... rs

-------

Ser "gente grande" é esquisito e complicado demais viu... a exatos 18 dias atrás eu estava completando 23 anos de idade, com cara de 36, cabeça de 52 (no sentido de cansaço, não de experiência...). E quanta coisa eu já vivi e estou vivendo... É meio que uma roda gigante (pegando carona no Rosa de Saron), ou melhor, um Octavarium (pegando carona no Dream Theater) no qual estou preso e não saio dele de forma alguma...

Vivo em círculos indo e vindo, quase sempre pela mesma trilha, mesmos erros, mesmos arrependimentos, mesmos "se isso, se aquilo", mesmas coisas simples trazendo alegrias, enfim...

A luta diária é para tentar mudar um pouco este ciclo, principalmente a parte que se refere aos erros... Um pouco aqui, um pouco ali e já conseguimos nos desviar daquilo que vem só para nos denegrir e levar aos mesmos arrependimentos de outrora. Mas vem cá... Alguém consegue fazer algo assim, com êxito, de uma hora pra outra? Na teoria é fácil, falar é realmente muito fácil... Mas converter uma personalidade que é totalmente suscetível ao erro, em outra que se desvia do mal é algo quase que impossível às forças humanas.

Principalmente quando o seu cotidiano te leva justamente ao lado oposto de uma atitude de mudança.... O homem é movido quase sempre por emoções, mas por outro lado é também muito maleável, convencível. Tudo isto em um liquidificador imaginário, que é o que forma nossas personalidades, acaba virando uma bagunça só e chega a ser cômico se for visto de forma racional e fora do contexto de emoções e experiências vividas pelo sujeito em questão.

Ou vai falar que não é uma bagunça total: uma pessoa erra, sente uma dor imensa no seu espírito, o arrependimento gera outra dor, esta pior do que a dor da conseqüência do erro. Daí o sujeito vez ou outra consegue o perdão.

Se o perdão é um "beleza, tá de boa, mas você lá e eu aqui, tú não me deve mas também não tem mais crédito", o sujeito vive pra sempre (ou seja, sempre que lembrar) com a idéia "Se não errasse, como seria? Que oportunidades teria? Que dádivas receberia?"

Mas se o perdão é regenerativo, ou seja, traz de volta a relação (seja ela qual for amorosa/familiar/amizade/profissional) ao ponto anterior ao erro, o sujeito passa por um período de afirmação - sem hipocrisia, o ser humano não consegue perdoar e simplesmente esquecer, isto é uma característica Divina, não humana, leva um tempo em que a dúvida sempre vai estar ali, a diferença é que alguns acabam cedendo a ela e não perdoando de verdade, outros a vencem e experimentam o perdão verdadeiro. Mas voltando, depois do período de afirmação o bacana volta a gozar da perfeita plenitude do relacionamento e o que ele faz? MERDA, de novo...

Se isto não é uma bagunça completa, e até cômica, não sei o que é.

E aí? Desistir e continuar fazendo merdas até que a vida se torne um imenso aterro sanitário? Quem poderá nos defender?

(Eu! [música] pam pam pam pam pam paaam pararam paaam... paam pampam pam pampam pam pam paaaam [/música] o Chapolin Colorado! Não contavam com minha astúcia!)

Fora a brincadeira, é sério demais isso...

Na verdade a questão do aterro não é a saída, ao meu ver, mais aconselhável, e sim a mais covarde.

Fato é que nossos amigos têm muita influência sobre nós, o que pensamos, fazemos, e até mesmo na forma de falar (um amigo/irmão meu me disse esses dias que eu tô até falando igual a outro amigo/irmão), então por que não usar esta "arma"?

Daí chego em um ponto que pode ser discutível para alguns, mas é verdade absoluta na minha vida: Meu melhor amigo é Jesus. Só nEle eu encontro tranquilidade e "norte" para tomar atitudes e força para permanecer na mudança e não cair novamente no ciclo vicioso do erro.

Por fim, mudou alguma coisa na temática do Octavarium? Nada. Mas com um certo cuidado e ajuda, balançamos o tempo todo no reluzente fio da navalha...

"We move in circles
Balanced all the while
On a gleaming razor's edge

A perfect sphere
Colliding with our fate
This story ends where it began"

---------------------------------------------

Diário de Bordo "Thoughts, Emotions and Words": EP01

Esse provavelmente será o ep onde eu mais vou falar... ou não... @clebermachado

Enfim, apresento a vocês (a alguns não é uma apresentação, e sim uma volta a ativa) o meu projeto musical "Verticale Visie" - Visão Vertical em Holandês [WTF em holandês? sei lá, Papai quis...]

Este projeto começou em 2006, basicamente como "sobra de idéias" da minha banda, o Chazown, que optou por uma roupagem mais acessível e acabou por reformulando várias das minhas músicas e "desprezando" várias das minhas idéias...

Líricamente falando, o VV é fruto de um período bem parecido com o atual (isso me diz que eu deveria ter lançado este primeiro CD a um tempo e aproveitar melhor esta fase atual para compor um segundo... mas enfim... God knows), de experiências, questionamentos, nervos à flor da pele...

O primeiro CD, chamado "Thoughts, Emotions and Words" está pronto a um bocado... acho desde 2007. Mas por vontade de Deus até hoje não havia entrado "em produção". No final das contas foi tudo perfeito, como sempre é a vontade de Deus. Algumas músicas entraram, outras saíram, outras mudaram de lugar, e outras foram amadurecidas... Mas no fim a idéia continuou a mesma, a essência tá alí.

Enfim, como trata-se de um diário de bordo, vou falar agora em que ponto estamos...

Gravadas já as baterias das duas primeiras músicas...

Gravados e revisados os teclados e arranjos de cordas das três primeiras músicas...

Gravados os baixos das duas primeiras músicas...

Gravadas as guitarras da primeira música...

Gravados os violões da primeira e terceira música...

------

Para vocês não ficarem perdidos, mais pra frente eu vou colocando mais detalhes, quantas músicas, nome das músicas, e mais...

Por agora, acho que é só, só para dar um gostinho, talvez quando eu terminar o meu próximo passo que é revisar as guitarras da primeira música eu posto aqui um pedaço... Vou ver se crio um twitter também pra postar coisas lá com mais dinamismo...

Um abraço e até o nosso próximo capítulo!