domingo, 16 de outubro de 2016

Atravessar o deserto, e depois de tudo, ainda crer na promessa...




Olha eu aqui de novo!

Ouvindo/Vendo Resgate no Kiss Club, da Kiss FM-102.1 SP e "andando" pela internet como em tantos outros dias...

Só que hoje o Facebook me trouxe uma daquelas lembranças de alguns anos atrás e era o que? Uma postagem aqui do blog...

Como foi legal ler tudo o que eu escrevi a tanto tempo atrás! Ver tanta coisa mudada, tanta coisa igual, tanta coisa que eu quis dizer mas não sabia como, muito legal mesmo!


Mas o mais legal é ver materializado em palavras o que eu posso ver observando o filme da vida que passa quando meus olhos se fecham. E ver que com o tempo posso perceber cada vez mais que o diretor/roteirista/donoDoNegócioTodo sabe o que está fazendo e, seja onde der o resultado disso, vai dar tudo certo.

Algo em engraçado em ler coisas antigas é conseguir quase que sentir novamente o que estava sentindo quando escrevi tais palavras... O desejo por ter um amplificador dos sonhos está registrado em um dos posts antigos, e me faz valorizar tudo que me levou a tê-lo hoje, ao contrário do costumeiro "tanto faz" que vira a nossa vida após alcançarmos determinados objetivos...

Mas enfim, esse post é só pra dizer que eu achei aqui, que gostei do que li, e que, talvez, volte a escrever... 



Eu quero fazer parar
Meus pés diante da tua casa
Pra sempre eu vou entrar
Nos teus átrios com meu canto
O tempo pode passar
Mas não passam os meu sonhos
Atravessar o deserto e, depois de tudo, ainda crer na promessa

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

All you need to do is just... Trust



Hello Everyone!

Ao som de Eric Clapton & B. B. King - Marry You, estava organizando pensamentos e me lembrei desse espaço que deixei parado, pegando poeira digital.

E que bem fez pra mim ler algumas coisas! Tanto que resolvi voltar a escrever alguma coisa paralelamente à leitura dos posts antigos, fazendo um paralelo do que eu escrevi e o que estou vivendo hoje, será que mudou tanto? Se é a primeira vez que vem, sugiro que passe por lá para entender melhor algumas coisas que vou falar aqui, até pra conhecer mais sobre o que é esse espaço.

O primeiro post é algo incrível, problemas na família, problemas com o “cerumano”, enfim, muita coisa ainda vivo hoje, mas é incrível como o tempo nos mostra outra forma de visualizar situações, como experiências da vida nos mostram como é fácil julgar e difícil se colocar no lugar das pessoas, passar pelas situações pela ótica delas, e por fim, como é difícil acreditar nas pessoas como só Deus faz, visto tal sacrifício arquitetado por Ele.

Foi lindo ver a abundância de esperança que rolava no segundo post, lindo e triste ao mesmo tempo, visto que ando ultimamente numa batalha mental com relação a tudo que envolve a parte musical na minha vida.

Tudo se baseia em relacionamento entre pessoas. Projetos musicais – imagino que qualquer projeto que tenha a ambição de se solidificar como algo bem feito - demandam interação, engajamento, por vezes sacrifício, mas, definitivamente, é necessário material humano. Nada que eu me prontificar a fazer será bom o suficiente se optar por fazê-lo sozinho. Idéias diferentes, visões diferentes acerca de determinadas passagens ou direções podem modificar totalmente o resultado final de um projeto, e, sabendo filtrar as pessoas,  quase sempre pra melhor.

E o que isso tem a ver com a tristeza que sinto hoje com relação a o que falei anteriormente? O maior problema é: Como fazer um projeto, um sonho, que nasceu no coração de um, ter a mesma importância no coração das inúmeras pessoas necessárias para que esse projeto chegue ao seu término, à sua conclusão?

Por que essa necessidade? Porque quando um projeto se torna um sonho, você perde tempo com ele, você se engaja nele, “perde tempo” com ele, toma cuidado com decisões procurando preservá-lo, enfim, tem total carinho com aquilo que se torna quase que alvo de realização pessoal.

Aí voltamos à outra pergunta: Como fazer um projeto, um sonho, que nasceu no coração de um, ter a mesma importância no coração das inúmeras pessoas necessárias para que esse projeto chegue ao seu término, à sua conclusão?

Vejo duas opções:

Primeira: Você compra o interesse das pessoas para a sua ideia.
Segunda: As pessoas “compram a sua ideia , direcionando seus respectivos interesse para essa ideia, tornando-a delas também.

Tendo as condiçõe$ necessárias, a primeira opção é a mais fácil, é só escolher quem tem o perfil do seu projeto/sonho, comprar o interesse dele, e sugar tudo aquilo que ele tem para melhorar ainda mais o resultado final do projeto, que agora já não é mais seu, e sim “seus”.

O meu problema, especificamente, é que não tenho as devidas condiçõe$, e me encaixo na segunda opção.

E como é frustrante correr atrás de pessoas compartilhando um sonho que é tão importante pra você e vê-las tratando-o como mais um projeto, mais uma oportunidade de ocupar o tempo, ou mais um hobby. Hoje sou pai de 2 filhos maravilhosos, e comparo essa situação a ver professores dando a mínima para o aprendizado deles em um colégio. Deve ser ruim a situação de um pai que sonha em ver o filho crescendo como ser humano, mas vê os parceiros que deveriam lhe auxiliar nessa empreitada (no meu exemplo, os professores) não dando a mínima para a educação deles.

O pior é que algumas vezes temos parceiros que até “compraram nossa ideia , mas não demonstram nem um pouco que estão ali. O ser humano é muito movido à motivações, e não há nada mais motivacional pra mim do que os meus possíveis parceiros me passarem permanentemente o sentimento de “conte comigo”.

Pode ser carência? Claro que sim! Mas é tudo tão difícil de se realizar que se não houver um acúmulo de forças diante dessas dificuldades e em prol de um mesmo objetivo, não há esperança que não sucumba a uma brecha de dúvida, àquela pontinha de desânimo que é apenas o primeiro passo para o fracasso do desânimo total.

E sem esperança, sem resultado. Por isso, como diz o título do post, acho que tudo o que você precisa fazer é... Confiar. Confiar em Deus, confiar naquilo que Ele te deu pra sonhar, confiar nas pessoas, e assim por diante.

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Pretendia escrever uma resenha de cada post que já tinha aqui, mas desembolei essa ideia toda aí acerca do segundo post e ficou algo enorme já, depois eu falo mais sobre os outros...

O legal é que tudo isso que falei tem um pouco a ver com o último post. Fiquei com medo, dois posts já que falo sobre frustração musical, as vezes já ta na hora de parar com isso e eu não vi.

Mas enquanto não vejo isso continuo como o nome do álbum da banda Fireflight, cuja capa ilustra esse post, unbreakable.

God I want to dream again
Take me where I've never been
I wanna go there
This time I'm not scared
Now I am unbreakable
It's unmistakable
No one can touch me
Nothing can stop me


terça-feira, 9 de agosto de 2011

So forever hold the dreams within our hearts...


E aí pessoal!

Antes de qualquer coisa, fiquei de certa forma espantado com o número de pessoas que me perguntaram: “E seu blog? Vai escrever mais não?”

Legal saber que vocês acham qualquer conteúdo interessante aqui... Só que, poxa, não custa nada deixar um comentário aí né? Eu fico aqui pensando que ninguém leu, ou ninguém gostou, ou sei lá... rs

De início a vontade era mesmo de atualizar toda semana, depois eu esqueci, depois quando lembrava não tinha assunto que julgava interessante, enfim...

Mas não se trata de abandono, apenas de bom aproveitamento de boas idéias e valorização da atenção de vocês, afinal, postar qualquer coisa só pra cumprir um intervalo entre um post e outro é julgar que vocês são “idiotas” ao ponto de não ter mais o que fazer... rs

Mas enfim, como anda a vida? A minha vai bem, graças a Deus... depois de muito tempo resolvi alguns problemas que me perseguiam a tempos, depois de muito tempo começo a me livrar de umas dívidas que insistiam em persistir e aos poucos vou me levantando do terremoto que foi a minha vida desde 2007!

Sim, 2007 aconteceu o terremoto TENSO na minha vida que mudou completamente tudo, pra melhor graças a Deus, mas foi uma mudança complexa que envolveu diversos erros, alguns tentando levantar mais rápido que podia, outros por pura falta de atenção aos detalhes... Mas hoje, 2011, posso dizer que começo a me levantar e me reerguer mais forte e mais ciente dos caminhos que quero tomar.

Mais ou menos sobre isso que quero falar...

Como é complicado decidir que caminhos tomar... Como é complicado lutar por sonhos!

Depois de muito tempo, ver minha banda ensaiar é uma alegria, mas fica aquela pontinha de dúvida, incerteza: “Algum dia isso vai rolar ‘ao vivo’?”

Estou em um ponto que minhas frustrações musicais estão no ápice, e isso envolve muita coisa, desde falta de administração decente do meu tempo até frustração com pessoas que estiveram caminhando comigo e hoje não estão mais.

Dias atrás encontrei com um cara que eu fiz de tudo pra ser amigo, pra estar “na turma” de confiança dele, por algum motivo nos distanciamos, aconteceu com ele o mesmo que aconteceu comigo (casamento, filhos), e perdemos contato... O facebook tratou de colocar eu e ele em contato novamente, mesmo que, again!, eu só que mandava mensagem, comentava aqui, ali... aí encontro esse cara na rua, sentado no passeio. De cara nem o vi, mas ele me gritou “Ta com pressa hein Dannylo?”, olhei no retrovisor e quem era? Ele! Acenei e continuei meu caminho, mas antes que chegasse no fim do quarteirão eu tive que voltar – e olha que eu estava realmente com pressa e atrasado! – voltei, e conversei por 5 minutos com ele. A tristeza foi enorme por 2 motivos, primeiro que pô, meu assunto com ele foi só música, perguntar do filho dele e como ele estava... Segundo, na verdade nem sei se posso dizer se foi tristeza ou frustração esse segundo sentimento: ele tava com um cigarro na boca e tal... Se eu quero pra mim? Não. Se eu julgo quem quer? Não. Mas ESSE cara especificamente eu queria que não tivesse isso na vida dele. Lá estava ele, em um sábado, sentado em um passeio na rua, conversando com um amigo/colega/seilá, fumando um cigarro e meio que deixando o tempo passar... A tristeza surgiu do rápido momento em que passou pela minha cabeça que não era essa imagem que eu tinha projetado lá atrás, quando o conheci através de outro amigo sumido, quando passamos a noite em claro comendo pizza e tocando no porão de casa, definitivamente não era essa a visão que eu tinha.

Naquela época eu já havia entendido que ele tinha outros direcionamentos musicais, diferentes dos meus, ok, mas isso não nos impedia de sermos amigos e compartilharmos experiências, cada um na sua realidade. E vale a pena ressaltar que ele foi um dos que mais me ajudou e incentivou especificamente em uma música minha “Everything to Me”. Ele dizia “E essa música do violão cara, que sentimento, vai ser bacana demais quando isso tiver pronto, gravado”.

Sonhos... Projeções que fazemos para o futuro e nem sempre, quando esse futuro chega, nos lembramos se realmente foi como planejamos, como queríamos lá atrás. Quando é melhor, ótimo! Quando é pior, bate aquela tristeza forte, sensação de incapacidade e impotência em fazer o sonho virar realidade.

Eu tenho ainda muitos sonhos, muitos mesmo... Hoje eu pretendo fazer uma certa homenagem a alguns amigos meus que, por diversos motivos, estão sumidos da minha vida. Chegando em casa vou gravar uma música que escrevemos/tocamos juntos há muito tempo atrás. Espero que dê certo, espero que eles gostem, espero que eles se lembrem, assim como eu me lembro de cada momento cômico daquela época.

Minhas músicas estão aqui, ressoando na minha cabeça e pulsando no meu coração, pedindo para sair e alcançar os ouvidos, mentes e corações de diversas pessoas que estão ao meu redor e algumas que eu nem conheço. Espero que algum dia elas tenham essa liberdade de ecoar sem barreiras... Estou trabalhando para isso.

O meu sonho, eu confiei a Deus e peço-O todos os dias para que ele estenda a Sua mão e abençoe a mim para percorrer esse caminho que me leva à concretização deles. Se eu não conseguir, vai ser por pura falha minha, não dEle.

Se servir de alento pra você que está lendo, eu estou correndo atrás dos meus sonhos, corra você também, e procure pessoas que sonham como você sonha: Sem limites, sem desistência. Fuja das pessoas que desistem dos seus sonhos, mas lute por aquelas que você quer junto a você.


Para o meu amigo, o citado acima, vai esse trecho:

Did they get you to trade

Your heroes for ghosts?

Hot ashes for trees?

Hot air for a cool breeze?

Cold comfort for change?

Did you exchange

A walk on part in the war

For a lead role in a cage?

How I wish, how I wish you were here

We're just two lost souls

Swimming in a fish bowl,

Year after year,

Running over the same old ground.

What have we found?

The same old fears

Wish you were here

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Diário de Bordo "Thoughts, Emotions and Words": EP02

Vocês acharam que eu havia parado né? Rs

Nada!

3 músicas estão praticamente prontas:

Overture: Only Thoughts Pt. 1

Midnight

Everything to Me

A 4ª está 80% pronta:

Try again

A 5ª 40%:

Only Thoughts Pt. 2

E daí pra frente estamos a 10%, rs... A saber:

Home

Father

Everything to Me: Reprise

Lembrando que os títulos são provisórios e podem mudar...


Agora, para quem perguntou, aí está, links para que vocês ouçam e postem opiniões! (Clique no nome da música para ouvir)


OVERTURE: ONLY THOUGHTS PT. 1

EVERYTHING TO ME

Pra terminar o post, um trecho de A Change of Seasons, que fala bem sobre essa questão dos sonhos, projeções, frustrações...

I remember a time

My frail, virgin mind

watched the crimson sunrise

Imagined what it might find.

Abraços!

terça-feira, 22 de março de 2011

Trapped inside this Octavarium (ad infinitum)




Tô vivo...

Sim...

E de volta... rs

Vou dividir as postagens em duas partes a partir de hoje, sempre falando algo que tá em mente, e na segunda seção levando vocês a um "diário de bordo" da gravação do meu CD "Thoughts, Emotions and Words"... Se quer apenas saber do CD pule lá pra baixo que agora vai começar a seção pensamentos, emoções e palavras... Peraí... ah, esquece... rs

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Ser "gente grande" é esquisito e complicado demais viu... a exatos 18 dias atrás eu estava completando 23 anos de idade, com cara de 36, cabeça de 52 (no sentido de cansaço, não de experiência...). E quanta coisa eu já vivi e estou vivendo... É meio que uma roda gigante (pegando carona no Rosa de Saron), ou melhor, um Octavarium (pegando carona no Dream Theater) no qual estou preso e não saio dele de forma alguma...

Vivo em círculos indo e vindo, quase sempre pela mesma trilha, mesmos erros, mesmos arrependimentos, mesmos "se isso, se aquilo", mesmas coisas simples trazendo alegrias, enfim...

A luta diária é para tentar mudar um pouco este ciclo, principalmente a parte que se refere aos erros... Um pouco aqui, um pouco ali e já conseguimos nos desviar daquilo que vem só para nos denegrir e levar aos mesmos arrependimentos de outrora. Mas vem cá... Alguém consegue fazer algo assim, com êxito, de uma hora pra outra? Na teoria é fácil, falar é realmente muito fácil... Mas converter uma personalidade que é totalmente suscetível ao erro, em outra que se desvia do mal é algo quase que impossível às forças humanas.

Principalmente quando o seu cotidiano te leva justamente ao lado oposto de uma atitude de mudança.... O homem é movido quase sempre por emoções, mas por outro lado é também muito maleável, convencível. Tudo isto em um liquidificador imaginário, que é o que forma nossas personalidades, acaba virando uma bagunça só e chega a ser cômico se for visto de forma racional e fora do contexto de emoções e experiências vividas pelo sujeito em questão.

Ou vai falar que não é uma bagunça total: uma pessoa erra, sente uma dor imensa no seu espírito, o arrependimento gera outra dor, esta pior do que a dor da conseqüência do erro. Daí o sujeito vez ou outra consegue o perdão.

Se o perdão é um "beleza, tá de boa, mas você lá e eu aqui, tú não me deve mas também não tem mais crédito", o sujeito vive pra sempre (ou seja, sempre que lembrar) com a idéia "Se não errasse, como seria? Que oportunidades teria? Que dádivas receberia?"

Mas se o perdão é regenerativo, ou seja, traz de volta a relação (seja ela qual for amorosa/familiar/amizade/profissional) ao ponto anterior ao erro, o sujeito passa por um período de afirmação - sem hipocrisia, o ser humano não consegue perdoar e simplesmente esquecer, isto é uma característica Divina, não humana, leva um tempo em que a dúvida sempre vai estar ali, a diferença é que alguns acabam cedendo a ela e não perdoando de verdade, outros a vencem e experimentam o perdão verdadeiro. Mas voltando, depois do período de afirmação o bacana volta a gozar da perfeita plenitude do relacionamento e o que ele faz? MERDA, de novo...

Se isto não é uma bagunça completa, e até cômica, não sei o que é.

E aí? Desistir e continuar fazendo merdas até que a vida se torne um imenso aterro sanitário? Quem poderá nos defender?

(Eu! [música] pam pam pam pam pam paaam pararam paaam... paam pampam pam pampam pam pam paaaam [/música] o Chapolin Colorado! Não contavam com minha astúcia!)

Fora a brincadeira, é sério demais isso...

Na verdade a questão do aterro não é a saída, ao meu ver, mais aconselhável, e sim a mais covarde.

Fato é que nossos amigos têm muita influência sobre nós, o que pensamos, fazemos, e até mesmo na forma de falar (um amigo/irmão meu me disse esses dias que eu tô até falando igual a outro amigo/irmão), então por que não usar esta "arma"?

Daí chego em um ponto que pode ser discutível para alguns, mas é verdade absoluta na minha vida: Meu melhor amigo é Jesus. Só nEle eu encontro tranquilidade e "norte" para tomar atitudes e força para permanecer na mudança e não cair novamente no ciclo vicioso do erro.

Por fim, mudou alguma coisa na temática do Octavarium? Nada. Mas com um certo cuidado e ajuda, balançamos o tempo todo no reluzente fio da navalha...

"We move in circles
Balanced all the while
On a gleaming razor's edge

A perfect sphere
Colliding with our fate
This story ends where it began"

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Diário de Bordo "Thoughts, Emotions and Words": EP01

Esse provavelmente será o ep onde eu mais vou falar... ou não... @clebermachado

Enfim, apresento a vocês (a alguns não é uma apresentação, e sim uma volta a ativa) o meu projeto musical "Verticale Visie" - Visão Vertical em Holandês [WTF em holandês? sei lá, Papai quis...]

Este projeto começou em 2006, basicamente como "sobra de idéias" da minha banda, o Chazown, que optou por uma roupagem mais acessível e acabou por reformulando várias das minhas músicas e "desprezando" várias das minhas idéias...

Líricamente falando, o VV é fruto de um período bem parecido com o atual (isso me diz que eu deveria ter lançado este primeiro CD a um tempo e aproveitar melhor esta fase atual para compor um segundo... mas enfim... God knows), de experiências, questionamentos, nervos à flor da pele...

O primeiro CD, chamado "Thoughts, Emotions and Words" está pronto a um bocado... acho desde 2007. Mas por vontade de Deus até hoje não havia entrado "em produção". No final das contas foi tudo perfeito, como sempre é a vontade de Deus. Algumas músicas entraram, outras saíram, outras mudaram de lugar, e outras foram amadurecidas... Mas no fim a idéia continuou a mesma, a essência tá alí.

Enfim, como trata-se de um diário de bordo, vou falar agora em que ponto estamos...

Gravadas já as baterias das duas primeiras músicas...

Gravados e revisados os teclados e arranjos de cordas das três primeiras músicas...

Gravados os baixos das duas primeiras músicas...

Gravadas as guitarras da primeira música...

Gravados os violões da primeira e terceira música...

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Para vocês não ficarem perdidos, mais pra frente eu vou colocando mais detalhes, quantas músicas, nome das músicas, e mais...

Por agora, acho que é só, só para dar um gostinho, talvez quando eu terminar o meu próximo passo que é revisar as guitarras da primeira música eu posto aqui um pedaço... Vou ver se crio um twitter também pra postar coisas lá com mais dinamismo...

Um abraço e até o nosso próximo capítulo!


quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Música, arte que ultrapassa seus limites…


E aí galerê, bão???

Quero de antemão pedir desculpas pelo sumiço do dia 24/12. Foi um dia extremamente corrido e não deu mesmo para passar por aqui nem para deixar um cumprimento. Mas aproveitando a oportunidade, desejo que o natal de vocês tenha sido excepcional, assim como desejo que o ano que está por vir também seja... Desde já, Boas Festas e Feliz 2011!

Passadas as desculpas e desejos de bons acontecimentos a todos, vamos lá, estou aqui ouvindo Neal Morse – The Creation, do Álbum One... E fico, de certa forma, abismado da forma com que as coisas são colocadas nas músicas dele.

Mas o foco aqui na verdade é a forma que enxergamos a música. O que enxergamos na música? É muito subjetivo com certeza, mas falando sobre algo mais técnico, quais são as partes de uma música?

- Letra

- Melodia

- Ritmo

- Arranjos (este último faz parte, de certa forma, da melodia, mas na minha concepção deve ser considerado outra parte).

Agora vem a parte em que eu discordo de quase todo mundo...

Qual o “peso” de importância de cada uma dessas partes em uma música?

Muitos defendem que a letra é o mais importante, já que ela é a parte mais entendível da música, por onde chega a mensagem a quem está ouvindo... Já melodia é importante, não tanto quanto a letra, ela tem a mesma importância do ritmo, juntos trazem emoção à letra que está sendo cantada/falada.

Aliás, esta é a visão geral do mercado e de muitos que atuam no meio musical atualmente. Produtores, arranjadores, donos de estúdio, donos de gravadoras, a maioria esmagadora pensa desta maneira, e de certa forma impõe esta “verdade” a todos... Músicos, ouvintes, leigos, todos ouvem desde cedo esta “verdade” e a tomam como imutável e inquestionável, até porque é assim que funciona na indústria de onde sai o dinheiro que movimenta o mercado.

A minha opinião é radicalmente diferente. Para mim, a letra não tem de forma alguma peso maior do que a melodia ou o ritmo. Eles estão em patamar totalmente igual!

Uma das coisas que mais me deixa indignado é a frase “Aí essa hora você coloca um solo aí de dois compassos”. Dá vontade de responder “tá, daí você faz uma letra aí com 4 palavras para essa parte aqui, ok?”, ou então “faz uma introdução aí de uns 30 segundos”, ou pior “faz uma sequência mais ou menos parecida com a padrão aí e termina a música”.

Aí aqui entra outra questão, qual a diferença de música simples para música feita “pelas coxas”?

Porque os mais extremistas já virão apedrejando, falando “música com mais de 4 minutos e meio é chata demais, não dá”. Não estou aqui levantando a bandeira do Progressivo e dizendo que é só de lá que vem músicas boas. É FATO que existem músicas boas estruturalmente falando, desde pagode até o metal extremo.

Eu mesmo tenho me voltado mais para uma área que conheço pouco, a música POP bem feita, bem trabalhada. Alguns exemplos são John Mayer, Michael W. Smith, Resgate, Michael Jackson (The King), Mr. Big, Rosa de Saron, enfim… Um pessoal que não faz música com mais de 5 minutos, mas não simplesmente tocam qualquer coisa pelas coxas.

Mas voltando lá ao peso das partes de uma música... Para mim, uma introdução tem que falar algo, assim como um solo, ou um Outro (parte final das músicas, aquele instrumentalzinho que geralmente tem antes de terminar)... E é justamente por isto que eu gosto MUITO de músicas no estilo progressivo. Nunca é feito uma introdução por fazer (pelo menos no que eu ouço de progressivo), um solo ou coisa assim, existem músicas de 1:30 (Pigs on the Wing Pt.I, ou Pt. II), e músicas de mais de 50 minutos! Tudo com seu devido sentido, e sem enrolação...

Não estou aqui para obrigar ninguém a ouvir essas músicas, tem que existir uma disposição de entendê-las, e nem todo mundo tem, mas para estas pessoas existem os John Mayers da vida, ou seja, as músicas mais acessíveis, pequenas, “simples”.

Mas novamente digo, se você nunca deu uma chance a músicas grandes, dê pelo menos uma. De preferência ouça com alguém que já a conhece e goste, não para te convencer que é boa, mas para te explicar as várias abordagens tratadas na música em questão, porque de início pode parecer complicado, você ficar perdido, achar que é enrolação e deixar de lado. Na certa você vai meter o pau assim que alguém te perguntar o que acha... Não estou dizendo que vai virar fã de progressivo, deixar o cabelo e a barba crescer, começar a tocar guitarra com distorção e flauta ao mesmo tempo e usar LSD, mas você vai parar e dizer: “Não é o tipo de música que eu paro para ouvir, ou compro CD. Mas é uma música muito inteligente, coesa e tocante!”.

De The Creation eu tiro a frase final, que é o que eu quero para os amantes da música simples e da música complexa...

...We can walk his way!

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

How I wish you were here...


Músico, Igreja, Músico de Igreja...

Opa... ó nóis aqui de novo...

Ouvindo Mr. Big – Undertow, eu inicio este post que pode ser polêmico, ou não, sei lá...

Vou falar hoje de uma situação chata que eu passo sempre... Como vocês sabem (se não sabe vai lá ao primeiro post que lá eu expliquei) eu sou cristão, músico, e por consequência toco na minha igreja.

A questão é que nas igrejas atualmente existem uma depreciação grande da “arte de ser músico”. Deparamo-nos diversas vezes com ministrações (que são para o público “não igreja” apresentações) sem ensaio, sem dedicação, ou com ensaios desleixados e sem afinco. Não foi uma vez que eu escutei o termo “vamos tocar que Deus abençoa”, como assim?? Vamos tocar que Deus abençoa? Por acaso nunca leram a parábola dos talentos? Está claro lá que o servo mal foi o que não batalhou e procurou valorizar e multiplicar os talentos deixados pelo seu chefe! Justamente por virar para o chefe e dizer “Tá aqui o que o senhor me deu, eu guardei direitinho e não perdi, está aí” que ele foi considerado um servo mau e negligente!

Estou cansado de “tocadores” de igreja que não se preocupam com aprimorar a parte técnica, estou cheio do papo 100% espiritual 0% técnica! Temos que ter uma conduta correta diante de Deus INDEPENDENTE de sermos músicos ou não, quem exerce a função de Músico/Levita na igreja não tem que ser mais santo do que os outros, TODOS devem seguir uma conduta diante de Deus como filhos obedientes aos Seus preceitos... O que o músico deve fazer a mais, na parte espiritual, é pedir a Deus direção e discernimento para procurar e angariar conhecimento e colocar em prática nas suas ministrações.

Não estou cobrando que todos os guitarristas de igreja se tornem “Satrianis”, “Petruccis”, “Gilberts”, ou que só tenha “Portnoys” nas baterias das igrejas, nada disso... Só não gostaria de ver pessoas acomodadas, sem vontade de crescer, sem “ambição musical”, o típico “ah tá bom, Deus recebe porque Ele vê meu coração”, SIM, Ele vê inclusive se no teu coração existe vontade de crescer e melhorar a cada dia, ou se está satisfeito com o pouco que faz.

Uma vez ouvi uma frase excepcional que é a síntese do que eu gostaria de ver nos músicos das igrejas: “Você está satisfeito com o que toca? Se sim, você é um músico ridículo e não vai chegar a lugar algum, se não, com perseverança e força de vontade você será um músico relevante”. TODOS deveriam pensar assim, é simples e fácil.

Aí vem a seguinte situação: “mas eu não tenho tempo para me dedicar, eu não posso fazer mais do que eu estou fazendo” etc, etc... Aí entra outra parte polêmica da minha forma de ver as coisas. Para mim, falta pulso dos líderes para simplesmente dar espaço aos que querem “gastar” seu tempo com dedicação, estudo e aprimoramento técnico, e tirar, sim TIRAR, os que estão ali ocupando espaço sem dar o seu melhor, ou sem pelo menos buscar melhora. Se não tem tempo para se dedicar, então você não pode tocar, você não é um músico! A filosofia de que se deve dar oportunidade a todos, que todos podem estar lá, está matando a área musical de muitas igrejas. Em grandes igrejas organizadas, como Igreja Batista da Lagoinha, Igreja Batista Getsêmani, Oitava Igreja Presbiteriana (para citar três daqui de BH, que eu acompanho), existe uma seleção para entrar no ministério de louvor. Seleção que avalia a técnica dos candidatos, e seleciona aqueles que têm um mínimo de habilidade para estar manuseando um instrumento.

Podemos abrir espaços? Podemos. “Mas se simplesmente retirar os que não são tão bons, cria-se uma panela e os mais ‘fracos’ nunca terão oportunidade”. Errado. Para os que não sabem, toda igreja tem seus cultos “mais importantes” e os “menos importantes”, onde se avalia média de público, ocasião, horário, etc. É possível criar grupos oficiais (dependendo do número de músicos capacitados da igreja), e grupos secundários (onde serão incluídos aqueles que tem menos habilidade técnica). Os grupos oficiais participam dos cultos “mais importantes”, para vocês terem uma ideia, na igreja onde estou inserido os cultos “mais importantes” são os de quarta-feira a noite, e domingo a noite. Os grupos secundários participariam dos cultos “menos importantes”, sexta, sábado e domingo pela manhã, no contexto da ‘minha’ igreja. Tá vendo? Todo mundo tocou e teve oportunidade, quer tocar nos cultos “mais importantes”? Cresça tecnicamente falando, algum responsável designado previamente sempre estaria observando os grupos, inclusive os oficiais para identificar possíveis relaxamentos, e no tempo devido daria oportunidade de avanço na “hierarquia musical” da igreja.

Isso tudo que eu falei é meio utópico? Sei lá, eu acho perfeitamente possível de ser colocado em prática, mas não sou parte da cúpula de uma igreja, então é apenas uma opinião de quem vive no meio da música dentro da igreja.

Escolhi mais uma capa do Pink Floyd para ilustrar este post... Não se enganem, para mim, os interessados e dedicados são os que estão pegando fogo, ardendo por algo que amam. Mas que precisam conviver com alguns que estão ali, sem tesão nenhum, sem interesse, sem vontade. Não é de hoje que olhamos nos olhos de instrumentistas assim e dizemos no fundo do coração :

How I wish, how I wish you were here... We’re just two lost souls swimming in a fish bowl, year after year

Este post surgiu depois de uma troca de ideias com meu irmão quase de sangue Luciano Sena. Abração brother!

Mais pra frente eu falo sobre outro assunto mais ou menos como este, Música de igreja/Música para igreja/Música Cristã.

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Hoje vale um PS...

Ontem peguei minha guitarra no luthier. Fizeram um trabalho excepcional, liguei ela ontem no POD, ouvindo no fone ficou maravilhoso, depois liguei no sistema de som da Igreja Assembléia de Deus no bairro Milionários (já fui técnico de áudio lá, ontem fui dar uma ajuda a meus familiares que estavam com dificuldades de acertar o som lá – detalhe: COMO UM SOM PROJETADO É TÃO MAIS FÁCIL DE LIDAR!) e ficou espantosamente bom!!!

Recebi também o cronograma de ensaios para o musical da virada do ano e estou com POUQUÍSSIMO, quase nenhum, tempo neste fim de ano, agora é ensaiar, tocar, trabalhar e passar aqui rapidinho!

Termino com Oasis – Stop Crying your heart out, música linda. Sim, eu gosto de Oasis, não tudo, mas algumas músicas são sensacionais!


Abraço povo!